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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dieta pré-competição: segredos e truques



  A primeira coisa que você precisa avaliar é que nenhuma dieta é uma “receita”. Algumas pessoas acham que vão acessar a web, folhear uma revista e simplesmente seguir uma dieta pronta, enlatada. Ou seguir o plano alimentar de um Mr Olympia como Coleman, Yates ou Cutler. Ou pior ainda, seguir uma daquelas dietas de seminários de telenovela baratos que são, no meu entender, criminosas! A dieta é que precisa ser adaptada a você e não o contrário. Um dos erros mais frequentes, acredite, acontece até mesmo em consultórios de nutrição, é fazer um cálculo para a estimativa do consumo calórico e acreditar que de fato, é a quantidade meticulosamente precisa para você.


     Nós, seres humanos, não chegamos até aqui por acaso. Muito antes do advento da civilização e tecnologia, nossos ancestrais enfrentaram agruras e dificuldades que mesmo com a mais fértil das imaginações não poderíamos conceber. Épocas de escassez de alimento, ora ocasionadas pela estiagem, ora pelas glaciações implacáveis, fizeram com que desenvolvéssemos uma extrema adaptabilidade a tais condições.

     Este traço ancestral nos deu a notável capacidade de adaptação frente a oferta de alimento, mesmo nos dias de hoje. Pense um pouco: Por que aquelas pessoas que sofrem com o flagelo das secas no continente africano chegam a níveis tão baixos de inanição, mas no entanto, conseguem sobreviver por semanas sem alimento? Adaptação metabólica é a resposta. É muito comum encontrar uma pessoa que simplesmente cortou algumas calorias de sua dieta e apresentou uma perda de peso logo na primeira semana, mas esta perda de peso se estagnou na semana seguinte até que a pessoa não consiguiu mais emagrecer e simplesmente resolveu fazer uma nova redução. Novamente, irá haver uma perda de peso, mas esta será quantitativamente menor que a vivenciada na primeira semana de redução. Isto ocorre porque o metabolismo tende a reduzir mediante a diminuição da oferta de alimento. E o que acontece quando a pessoa resolve sair da dieta depois de algum período? Acaba recuperando todo o peso perdido e talvez até mais do que quando iniciou o regime. Esse é o tão famoso "efeito sanfona" e é justamente devido a alteração no ritmo metabólico que ele ocorre.

     Baseados nesse raciocínio central, percebemos que, embora exista uma estimativa de consumo das calorias (e ela pode até ser bem precisa!), estamos adaptados metabolicamente a  dieta atual que estamos seguindo. Isto explica porque algumas pessoas vão até o nutricionista e após seguir a prescrição alimentar rigorosamente durante um período, há em alguns casos um inexplicável aumento de peso, especialmente de gordura corporal! Claro que estes são casos isolados, mas eles acontecem com alguma frequência.

     A dieta na qual conseguimos manter estável nosso peso corporal denominamos de normocalórica, lembrando que dieta refere-se ao total de calorias ingeridas diariamente e não deve ser confundida com regime, que se trata de uma diminuição das calorias, mais conhecida como dieta hipocalórica.

     O primeiro passo então é descobrir qual é sua necessidade (que você pode estimar através de cálculos como METs, equação de Harris Benedict ou simplesmente somar todas as calorias que você ingere em um dia, fazer o somatório da semana e calcular a media aritmética). Com base nestes dados você  chegará a uma ingesta normocalórica de nutrientes, ressaltando que para um culturista é sempre interessante haver um consumo relativamente alto de proteínas. Uma ingesta de cerca de 2 g/kg é o mais usual. Culturistas profissionais chegam a ingerir 3g/kg ou mais de proteínas, mas isso faz parte de outra realidade. As gorduras não devem ultrapassar 15% do total calórico da dieta.

     Lembre-se que quanto antes você começar sua dieta pré-competição mais fácil e cômodo será para você fazer algum ajuste, se necessário. Eu costumo começar de 12 a 8 semanas antes do dia D. Vamos tomar como exemplo um atleta hipotético que pese 80 kg, que tenha uma dieta normocalórica de 3000 kcal e que começará sua preparação três meses antes da competição. Com base nos 2 g/kg de proteína, nosso atleta terá que ingerir diariamente cerca de 160 g de proteína. Cada grama de proteina tem um valor calórico aproximado de 4 calorias, logo multiplicamos 160 por 4, o que resulta em um valor de 640 kcal advindas de proteínas. Como a dieta é de 3000 kcal vamos colocar 15% deste valor de calorias advindas da gordura, totalizando 450 calorias. Como cada grama de gordura tem um equivalente de cerca de 9 kcal, temos um valor de 50 g de gorduras na dieta. Então temos 640 calorias da proteína somadas a 450 calorias das gorduras, o que dá um total de 1090 calorias, sendo obviamente, o restante advindo dos carboidratos. Como são 3000 calorias totais, subtraimos 1090 de 3000 e obtemos 1910 calorias. Como cada grama de carboidrato tem em média 4 kcal, temos um total de 477,5 g de carbo para a dieta de nosso atleta.

     É consenso na literatura que um déficit calorico de 1000 kcal diários provoca em uma semana perda de 
aproximadamente um quilo de peso corporal. Lembre-se que déficit calórico é uma diminuição de calorias que pode ser gerada por uma restrição na dieta ou um aumento do consumo calórico. Alguns atletas não fazem aerobiose durante sua preparação, neste caso o déficit calórico será advindo exclusivamente da restrição calórica da dieta. Eu, particularmente, opto pela inclusão de aerobiose em minha preparação por dois motivos muito simples: A redução na dieta tende a ser menor, pois o gasto calórico irá auxiliar o processo de queima de gordura e posso modular mais facilmente a intensidade dos aeróbios caso necessite de um dispêndio energético maior e ainda com isso posso manter meu metabolismo acelerado. Costumo diminuir 500 kcal da alimentação e gastar 500 kcal em média com exercícios aeróbios (esteira, bic. ergométrica etc) o que gera um déficit de cerca de 1000 kcal. (Claro que esta redução também depende de como você se encontra no início da preparação, se você está numa situação de percentual de gordura relativamente baixo, o tempo de preparação e o gasto calórico da aerobiose tendem a ser menores.)

     Considerando nosso atleta-exemplo, no 3° mês antes da competição ele deverá fazer uma redução de 500 calorias na dieta e começar suas sessões de aeróbios em um outro horário do dia, preferencialmente mais afastado do horário de treino da musculação. Uma média de quatro vezes por semana é o ideal nesta fase. A redução de 500 calorias deve ser exclusiva dos carboidratos. Proteínas e gorduras tendem a permanecer inalteradas. A distribuição calórica ficará da seguinte forma: 640 kcal das proteínas, 450 kcal dos lipídeos e 1410 dos carboidratos, totalizando 2500 kcal.

      Neste primeiro mês de preparação a dieta é basicamente linear ao longo da semana, não havendo dia do lixo, como alguns atletas gostam de fazer. A lógica do dia do lixo também se baseia no ritmo metabólico e tem como intenção acelerar o metabolismo ingerindo mais calorias no final de semana. Tem entre seus seguidores Mauro di Pasquale, autor de "Solução Anabólica para Culturistas". Eu, particularmente, não  vejo com bons olhos esta prática, porque o atleta se arrisca a ingerir gorduras saturadas e carboidratos processados. Compartilho uma linha ideológica com autores como Chris Aceto, que propõe uma dieta com flutuação calórica mais frequente. (neste caso, não se corta carboidratos, como sugere Di Pasquale, apenas alterna-se períodos de baixo carbo com alto carbo, a fim de manter o metabolismo acelerado e evitar perda de massa magra.)

     Considerando os dias em que não há aerobiose, em média 3 dias, teremos um progressivo aumento do dispêndio energético a medida que acrescentarmos aeróbicos extras nos próximos meses. No 2° mês, aumentaremos a frequência de aeróbios, fazendo-os alternadamente em um turno diferente do dia e em outro dia após o treino de musculação. Neste ponto começamos a fazer a flutuação calórica. Devemos proceder da seguinte maneira: Tendo como base nossa ingesta de 2500 kcal, apelidamos de Dia B, por tratar-se de referência. Neste dia reduziremos 30% do total de carboidratos do dia , o que resulta em cerca de 220 g, ou seja, cerca de 880 kcal. Procure ingerir estes carboidratos na forma de pães e massas integrais, tubérculos (devido ao baixo indíce glicêmico) e divida esta oferta de carbo no desjejum e pós-treino. Este dia de redução de 30% de calorias dos carboidratos será chamado de Dia A, ou simplesmente baixo carbo. Por outro lado acrescente 30% de calorias dos carbos e apelide de Dia C ou alto carbo. Agora é só seguir a ordem alfabética: Dia A = 220 g, Dia B = 325 g e Dia C = 430 g (Lembre-se, esta relação é só para os carboidratos!)

     No ultimo mês, nosso atleta fictício decidirá pela inclusão ou não de aeróbios em jejum. Eu utilizo aerobiose em jejum em minha preparações de acordo coma necessidade  de uma maior mobilização de gordura. Muitos autores condenam esta prática, mas a grande maioria dos estudos não avalia o estado nutricional dos atletas competitivos e os estudos não levam em consideração os recursos ergogênicos utilizados nesta fase. Esta é, portanto, uma indicação que é completamente subjetiva. Quanto a dieta, nesta fase, nosso atleta-exemplo terá de voltar a fazer os cálculos. Aqui, não utilizaremos mais o dia B. Serão então dois dias A precedidos de um dia C. Neste ponto haverá em média um déficit calórico na dieta de cerca de 1260 kcal semanal ou 180 kcal diárias.

     Na última semana, considerando que nosso atleta atingiu seu peso ideal, só nos resta lidar com os líquidos corporais. Neste ponto da preparação, faremos uma redistribuição da oferta de calorias. Praticamente seguimos o dia A, porém com um acréscimo de proteína e gorduras. Eu recomendo não zerar completamente o carboidrato, mas reduzi-lo consideravelmente e utilizá-lo somente no pós-treino (cerca de 60 g) por cerca de 4 dias,(domingo, segunda, terça e quarta) onde o treino aeróbio e anaeróbio é intenso (eu recomendo séries gigantes, no caso do anaeróbio). Como no dia A ingeríamos cerca de 220 g de carbo, há um déficit de 160 g ou cerca de 640 kcal, que devem ser redistribuídas para proteínas e lipídeos. Supondo que dividamos ao meio este valor, teremos um acréscimo de 320 calorias na proteína, ou seja 80 g. No caso das 320 kcal para as gorduras teremos um incremento de 35 g. Nesta fase a ingestão de líquidos deve ser alta e a de sódio (sal de cozinha) deve ser NORMAL, justamente para causar um impacto no equilibrio hidro-eletrolítico quando reduzirmos o sódio nos últimos dois dias antes do dia D. Na Quinta-feira, diminua a ingestão de sal e de líquidos. Aumente o consumo de carboidrato para cerca de 100% da dieta. exemplo: Usando como base nossa dieta de 3000 kcal, consuma cerca de 750 g de carboidratos. Procure ingerir proteínas livres de sódio, como claras de ovo. Não há necessidade de gorduras nesses dias, mantenha a proteína cerca de 1g/kg. No caso do nosso exemplo seriam 80 g de proteína/dia.

     Não recomendo que você use diuréticos, além de perigosos (muitos atletas morreram ou tiveram complicações por sua causa), eles drenam a água presente no tecido muscular e deixam a musculatura com uma aparência flácida, sem falar na diminuição da vasculatura, decorrente de queda na volemia. NÃO elimine o sódio, pois haverá dificuldade na formação da molecula de glicogênio, pois a glicose necessita do transporte acoplado do sódio para entrar na célula.

     Bem, basicamente são essas as dicas que posso dar acerca de preparação pré-competição. Não somos donos da verdade, estas dicas são fruto de minha experiência pessoal e de aplicação teórica utilizada na prática, por mim  e por atletas que acompanhei. Para mim e meus atletas funcionaram, as vezes perfeitamente, as vezes nem tanto. Pode ser que funcionem para você, ou talvez não…

     Espero que esta postagem tenha sido útil e esclarecedora, mas não deixa de ser somente ilustrativa.  LEMBRE-SE - como diz Waldemar Guimarães: “não existe receita de bolo”. A individualidade biológica de cada um deve ser respeitada! Pesquise, estude e use estas informações como referência para suas futuras preparações.

Dieta pré-competição




Este tema implica em uma situação curiosa. Nas últimas décadas, a vivência prática de atletas e técnicos da área da musculação competitiva muito contribuiu para a evolução dos conceitos de alimentação para desportistas. No entanto, esses profissionais são também os que mais criam confusão para quem se propõe a estudar o assunto.
A situação á compreensível. O conhecimento proveniente da vivência prática costuma passar por uma fase de experimentação aleatória, onde diversos procedimentos são experimentados, mesmo os mais absurdos. Com o passar do tempo, apenas as condutas que produzem bons resultados passam a ser consideradas como técnicas produtivas.

Evidentemente que fatores como a sugestão e outras variáveis de confusão não são controladas pelo processo popular de aquisição de conhecimento, mas o grande número de casos parece diluir os fatores de erro das conclusões. Na área especifica da alimentação de musculadores, as conclusões empíricas de atletas e técnicos do passado recente foram, na sua maioria, endossadas por experimentos científicos posteriormente realizados.
 
 problema que atualmente parece estar acontecendo, pelo menos em nosso meio, é que a atual geração de atletas age como se nada tivesse existido antes. Procedimentos que há vinte anos foram exaustivamente testados, embora empiricamente, e afastados por falta de resultados, estão voltando a ser considerados e novamente experimentados.

Muitas revistas técnicas, talvez por falta de assunto, costumam dar espaço para pessoas desinformadas que divulgam teorias absurdas. Seria ideal que todos que atuam na área da musculação tivessem contato com o conhecimento científico, proposta que a Federação Paulista e a NABBA BRASIL tentam realizar com os seus cursos, mas pelo menos seria desejável que atletas do presente procurassem conhecer o passado técnico da modalidade.

Com base no conhecimento cientifico atual, que justifica plenamente as condutas técnicas padronizadas e às vezes esquecidas, abordaremos a questão da alimentação para os musculadores.

O objetivo básico da alimentação nos meses que antecedem as competições de musculação á conservar a massa muscular anteriormente adquirida e reduzir o tecido adiposo, levando à boa visualização do relevo dos músculos, a "definição". A redução da gordura corporal depende de se ingerir menos calorias do que se gasta, criando o chamado "balanço calórico negativo". Para tanto é necessário reduzir as quantidades de todos os alimentos. Particularmente os alimentos gordurosos devem ser evitados, pelo seu alto conteúdo calórico.
 
Assim sendo, devem ser evitadas as frituras, a carne gorda, a manteiga, os azeites, o leite integral, os queijos e outros derivados lácteos. O nutriente que menos deve ser reduzido é o carboidrato, para que se possa conservar a massa muscular. Sempre que falta carboidrato na alimentação o organismo mobiliza proteína dos músculos para obter energia. A realização de pelo menos algumas séries pesadas nos exercícios, o treinamento não exaustivo e a ingestão de razoáveis quantidades de carboidratos evita a perda muscular.

Quando a ingestão de carboidratos é baixa, uma alta ingestão protéica não impede a perda muscular. Além disto, a ingestão de proteínas em níveis acima de 2 gramas/quilo de peso corporal/dia, embora necessária na fase de hipertrofia muscular, deve ser evitada na fase de definição devido ao alto conteúdo calórico.

Os alimentos ideais para compor a alimentação de atletas de musculação em fase de definição são arroz, batata cozida, macarrão sem molho, pão sem gordura, frutas, legumes, verduras, claras de ovos, carne vermelha magra, carne branca de peixes e aves, além de leite desnatado ou queijo magro em pequenas quantidades. Do ponto de vista prático, não á importante a contagem de calorias para definir as quantidades de alimentos ingeridos.

O ideal é manter a ingestão protéica um pouco abaixo de 2 gr/kg/dia, e ingerir os alimentos ricos em carboidratos nas maiores quantidades compatíveis com uma lenta perda de peso corporal. Estas quantidades variam de acordo com o metabolismo das pessoas. Aqueles que tendem a serem gordos precisarão comer menos, e os que tendem a serem magros poderão comer mais. O importante é que a perda de peso não seja mais rápida do que 1/2 à 1 kg por semana, para não precipitar a perda de massa muscular.
 
Para calcular a quantidade de alimentos protéicos é necessário saber que 100 gramas de carne magra branca ou vermelha tem em média 20 gramas de proteínas, uma clara de ovos tem cerca de 4 gramas, um copo grande de leite desnatado tem 7 gramas e cada 100 gramas de queijo fresco contem cerca de 18 gramas de proteína.

O número ideal de refeições ao dia parece ser de quatro à seis, todas com alguma fonte de proteína associada à alguma fonte de carboidratos. Quais os alimentos a serem consumidos em cada refeição é uma questão que deve ficar inteiramente na dependência do paladar de cada pessoa, não interferindo nos resultados da dieta. Um cuidado especial deve ser a ingestão de maior quantidade de carboidratos na refeição seguinte à sessão de treinamento, para favorecer a síntese de glicogênio muscular. A água deve ser ingerida em abundancia durante todo o dia, e o sal utilizado normalmente.

No final da dieta, quando a perda de peso se torna mais difícil, deve-se reduzir a quantidade de proteína para níveis em torno de 1 g/kg/dia ou menos, para levar ao máximo a definição.

Este procedimento dificultaria o ganho de massa muscular caso fosse esse o objetivo do atleta. Deve ser lembrado no entanto, que o que se deseja é reduzir a gordura e apenas manter a massa muscular, e que o nutriente que mantém o músculo é o carboidrato, mesmo com pequena ingestão protéica.
 
Na semana que antecede as competições a dieta deve ser mantida igual, aproveitando-se a motivação e o entusiasmo para treinar exaustivamente, com maior número de séries e repetições forçadas, para esgotar o glicogênio dos músculos. Nos dois ou três dias anteriores à prova interrompe-se o treinamento e continua-se com a alimentação normal, que já deve contar com razoáveis quantidades de carboidratos e muita água. Isto leva à saturação dos músculos com glicogênio e água, tornando os músculos mais volumosos e vascularizados no dia da competição. Alguns atletas eliminam o sal um ou dois dias antes da prova, quando já não estão treinando. Este procedimento provoca uma migração temporária da água do espaço extracelular para dentro dos músculos, aumentando o volume e a definição.

Com relação aos complementos alimentares, os mais utilizados são as proteínas em altas concentrações e/ou aminoácidos.

Alguns procedimentos da última semana de preparação que NÃO deram cedo para a maioria dos atletas que os experimentaram são:

* Retirar o carboidrato da dieta;
* Retirar o sal por mais do que três dias;
* Não interromper o treinamento;
* Ingerir maior quantidade de alimentos que não estavam presentes na dieta;
* Restringir a água

O uso de diurético, além de proibido para atletas é prejudicial à saúde e contribui para reduzir o volume dos músculos. Os anabolizantes, também proibidos em competições, retém água sob a pele diminuindo a definição. A insulina aumenta a quantidade de gordura na pele e também diminui a definição, além de ser a droga mais perigosa que um atleta possa utilizar, dividindo com os diuréticos e os termogênicos os mais altos índices de risco para a saúde.
 
As gramas de proteínas ou aminoácidos ingeridas nos complementos devem ser consideradas nos cálculos da quantidade diária de proteína. Os produtos que associam proteínas e carboidratos com mínimas quantidades de gordura também podem ser utilizados em dieta para definição, sendo excelentes para lanches entre refeições. Alguns desses produtos são chamados de "hipercalóricos" apenas por um artifício de marketing. Os chamados "fat-burners" são produtos designados para favorecer a redução da gordura corporal e por isto às vezes utilizados por atletas. Não existem evidências científicas que apóiem a sua utilização.

Dieta CKD




O que você consideraria ser a dieta perfeita do bodybuilding?

Se tal coisa existisse iria atender aos seguintes critérios:
Permite construir massa muscular sem acumular gordura quando você cresce (bulking). Você vai ficar magro durante todo o ano.

Permite que você perca gordura sem perder músculos quando vai definir (cutting).
 
Induz um aumento na produção de hormônios anabólicos naturalmente (sem complementos).
O que significaria para você e seus objetivos no bodybuilding, se esta dieta não fosse algo que existisse só em contos de fadas?
Você pode ter ouvido esta estratégia antes, mas não deu bola . Eu aconselho você a manter uma mente aberta e testá-la por si mesmo.
 ORIGENS E MÉTODO
Esta dieta não se originou de mim, claro. No entanto, por causa do enorme impacto que tiveram sobre os meus resultados, eu me sinto obrigado a partilhá-los com tantas pessoas quanto possível. Gostaria de creditar as seguintes pessoas pela sua sabedoria antes de eu ir mais longe:
Dr. Robert Atkins (Doutor em nutrição. Pioneiro nos estudos sobre o perigo do consumo de deitas a base de carboidratos. Foi o primeiro defensor do Low carb).
Anthony Colpo (Bodybuilder low carb,criador do fat loss bible.)
Lyle Mcdonald (Atual fisiologista PHD de renome mundial defensor de dietas Cetogenicas)
Daniel Duchaine (Guru da nutrição até os anos 90,criador do livro bodyopus, com dieta CKD voltada para atletas.)
Christian Thibaudeau (Díscipulo de Charles Poliquin, defendor da ciclagem de carboidratos para maximos efeitos anabólicos)
Charles Poliquin (O maior treinador do mundo na atualidade, prepara os melhores atletas campeões mundiais com dietas low carb. Acredita que o grande vilão da humanidade contra os perigos da obesidade, é o consumo de dietas a base de carboidratos).
Vince Gironda (Um mito. Muitos acreditam ter sido o maior treinador que já existiu. Um homem a frente do seu tmepo, que em meados dos anos 70 já declarava o consumo anormal de carboidratos na dieta, e que os mesmos deveriam somente ser ciclados em poucos dias para maximizar o anabolismo.)

Dr. Mauro Di Pasquale (Renomado atleta de levantamento de peso e um dos maiores gurus dietistas do
mundo atual, criador da dieta Metabólica e a Solução Anabólica para o Fisiculturista).
Gary Taubes (Atual cientista, especialista em desmascarar mitos relacionados a nutrição. Profundo defensor de dietas Low Carb.)
Então, como é essa dieta? É uma dieta cetogenica cíclica, ou CKD para breve. CKD basicamente significa que você alterna períodos de carboidratos baixo, alta proteína e gordura, com períodos de alto carbo, de alta proteína e baixa gordura.
A maioria do tempo você vai estar consumindo uma dieta baixa de carboidratos, com um período reservado a cada semana para carbing-up (carregar carboidratos). Isto não é para se divertir, existem verdadeiras razões científicas para isso, razões com implicações emocionantes para o fisiculturista.
 AUMENTAR OS HORMÔNIOS ANABÓLICOS
Uma dieta que promove a síntese de hormônios é um sonho. Especificamente estamos falando:
Hormônio do crescimento (GH)
Testosterona
IGF-1
Tenho certeza de que tudo soa bem para você. Assim como você realmente monta uma dieta cetogênica cíclica?
Para a maioria do tempo você estará consumindo um elevado teor de gordura e proteína, e uma quantia baixa de carboidratos. Esta é intercalada com períodos menores onde se ingere alto carbo, alta proteína e baixo teor de gordura.
Existem variações sobre o IRC, mas a norma (e minha favorita) é da seguinte maneira:
5-6 dias de baixo carbo.
1-2 dias de alto carbo.
 CARB UP
Dependendo de como você treina intenso, algumas pessoas podem achar que a sua performance na academia se deteriora no final da fase de baixo carbo. Neste caso, é altamente recomendável que você implemente um refeed no meio da semana, para reabastecer seus estoques de glicogênio muscular, onde terá um dia de alto carbo,alta proteína e baixa gordura, de preferência na quarta-feira.
 A VANTAGEM DO LOW CARB
Quando você mantém os seus carbos suficientemente baixos, você muda o corpo para um metabolismo de gordura, o que é chamado de “Metabolic Switch”. Mudar de um metabolizador de carboidratos, para um metabolizador de gordura tem algumas vantagens reais para o fisiculturista:
Aumento da lipólise (quebra de gordura)
Diminuição da lipogênese (acúmulo de gordura corporal)
Este parâmetro metabólico normalmente leva cerca de 3 dias para ter efeito. Sintetizar as enzimas corretas, em quantidades suficientes para tornar-se um queimador de gordura leva um pouco de tempo. É por isso que alguns recém-chegados a dietas low carb podem sentir-se fracos e lentos no início.
Por favor, não confunda esse curto período para a dieta total; sua energia estará de volta em pouco tempo, e para algumas pessoas, maior do que nunca! 
 GH x INSULINA
Estes hormônios têm uma relação estranha. Parece que quando um está em abundância, o outro está longe de ser encontrado. Por isso, não quero níveis cronicamente elevados de insulina durante a maior parte da dieta.
 GORDURA x TESTOSTERONA
Testosterona e gordura na dieta tem uma correlação positiva, ou seja, dietas de maior teor de gordura e colesterol (HDL) levam a maiores concentrações de testosterona circulante. Todos sabemos o quão importante é este hormônio para maximizar nossos ganhos musculares.

 Conclusão:
Portanto, não há razão para não dar um presente pra si mesmo. Prepare-se para uma certa perda de peso inicial (de água), mas você vai colocá-la de volta com todos os refeeds de carboidratos. E além da água irá ganhar músculos sólidos e derreter gordura.
Este poderia ser o passo que você estava esperando. Leve seu jogo ao próximo nível, e dê adeus a essa gordura que teima em ficar aí! Basta querer!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Phil Heath

Vamos comentar um pouco sobre esse grande fisiculturista, atual Mr Olympia!

Titulos:
2003 Northern Colorado State, Novice, Light-Heavyweight 1st and overall
2003 NPC Colorado State, Light-Heavyweight, 1st
2004 NPC Colorado State, Heavyweight, 1st and Overall
2005 NPC Junior Nationals, HeavyWeight, 1st and Overall
2005 NPC USA Championships, HeavyWeight, 1st and Overall
2006 Colorado Pro Championships, 1st
2006 New York Pro Championship, 1st
2007 Arnold Classic, 5th
2008 IFBB Iron Man, 1st
2008 Arnold Classic, 2nd
2008 Mr Olympia, 3rd
2009 Mr Olympia, 5th
2010 Arnold Classic, 2nd
2010 Mr Olympia, 2nd
2011 Mr Olympia, 1st



Fotos:

































quarta-feira, 7 de setembro de 2011

BODYBUILDER POBRE




O bodybuilder pobre não pode gastar dinheiro em merda, evite suplementos de todas as maneiras possiveis, nem mesmo olhe, isso é muito importante, caso você entre numa loja de suplementos e veja um suplemento interessante, tire-o da prateleira, olhe-o, cheire-o, abrace-o e entao coloque-o de volta na prateleira.

escrito pelo GH15

sábado, 2 de julho de 2011

Robocop fisiculturista!

Neste vídeo podemos ver um atleta russo que inovou no jeito de se apresentar. Em vez de fazer as tradicionais poses para demonstrar a sua musculatura. Ele fez meio que "uma dança do Robô" ou um "Robocop dançando". Mas, de tal forma que os movimentos da dança demonstrassem a sua musculatura. Vale a pena ver pela sua criatividade!